Arquiteto político: a criatividade enfrenta as normas e o futuro das cidades

Quantas experiências criativas na arquitetura latino americana estão sendo geradas fora das normas? Presente nos contextos urbanos mais heterogêneos, onde a criatividade e a inovação foram os únicos fatores determinantes para fazer justiça perante as necessidades inerentes em decorrência dos modelos socioeconômicos adotados. As utopias urbanas positivas reguladoras nem sempre se sustentaram pois estavam sujeitas a ações, que por sua vez eram sujeitas a balanços políticos, econômicos e ao controle.

Com que ação pode a criatividade dessas experiências latino americanas, além dos regulamentos, enfrentar o padrão e, portanto, o futuro das cidades? A resposta é historicamente abundante na demonstração do papel social e político do arquiteto. Como mencionou o arquiteto espanhol Andrés Jaque na XX Bienal de Arquitetura e Urbanismo do Chile 2017, “todos os arquitetos são políticos” e a verdadeira questão é quais formas de política cada um de nós está disposto a defender . Neste sentido, a ação política é uma ferramenta para aprimorar, incorporar ou transmutar a criatividade.

Qual é, então, a tendência dos arquitetos? o arquiteto envolvido na atividade política, um ativista criativo para as questões normativas para mudar os limites para atender as necessidades reais, do impacto social e do futuro das cidades. Reforçar o papel proativo e político que identifica nossa disciplina é uma tendência que irá mudar o futuro de nossas cidades. E o que é relevante, então, é a tendência da transmutação da criatividade em torno da lei, e a influência sobre isso no futuro do urbanismo. Um exemplo, a Cidade do México na norma mudará sua criatividade em relação à resiliência, após conseqüências do último desastre natural; Buenos Aires na normativa – em relação às modificações anunciadas no novo código urbano – mudará sua criatividade em relação à homogeneidade de seu tecido, e assim por diante.

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