Greenwashing: Apenas no discurso e na embalagem.

A prática do greenwashing ganhou espaço pela crescente importância de ser sustentável. Infelizmente vivemos em uma era consumista onde o mais importante de tudo é tirar vantagens, não importa de qual forma, o famoso marketing verde é reflexo disso. Hoje em dia os temas sustentabilidade, ecologicamente correto e eficiência energética estão a todo o vapor, e é logico que várias empresas sem o mínimo de responsabilidade social “maquiam” seus produtos de uma forma completamente rasa e sem fundamento, obviamente não passam de embalagens mentirosas e nós consumidores devemos prestar muita atenção com esse tipo de pegadinha do GREENWASHING!
A Terrra Choice é uma agência de marketing ambiental com sede no Canadá, e de grande importância no cenário internacional quando o assunto é sustentabilidade. De acordo com eles a definição do termo greenwashing é:

“O ato de enganar consumidores no que diz respeito às suas práticas em relação ao meio ambiente ou dos seus benefícios ecológicos”.

Toda essa discussão começou em 1962, com o lançamento do livro Primavera Silenciosa, da bióloga americana Rachel Carson, que confrontou diretamente a forma com que as indústrias especialmente as de pesticidas, se relacionavam diretamente com a natureza, sua intenção nunca foi combater o progresso, mas sim que ele viesse de forma responsável. O que a tornou alvo de varias criticas, culpada por querer voltar a “Idade média”. Rachel não se abateu em nenhum momento e continuou sua luta contra grandes indústrias e pessoas influentes que queriam combater suas ideias a qualquer custo, e tiveram sucesso com a grande ajuda da mídia, que levaram a população a achar que tudo estava sob controle.

 

O mercado ainda usa técnicas para ludibriar o seu alvo, e assim surge o Greenwashing, a estratégia de parecer que as empresas se importam com o meio ambiente, quando isso na verdade é pura propaganda.

O grande problema de tudo isso é que estamos passando por um momento onde devemos discutir e informar as pessoas sobre os problemas com o meio ambiente e com isso gerar consciência coletiva. Isso sim seria informar verdadeiramente sobre praticas ecológicas corretas dentro das empresas.

 

Em 2011 no Brasil a CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) incluiu um adendo especial sobre normas para publicidade com apelos de sustentabilidade no Código de Conduta da entidade (Anexo “U”) Onde cada empresa precisa trazer dados passíveis de comprovação caso use em seus objetos informações ambientais sustentáveis.

Como fugir desse tipo de empresa?

Nossa equipe vai dar algumas dicas:

 

  • Desconfie da falta de provas, isso acontece muito com shampoo, sabão e produtos de limpeza em geral que dizem ser ecologicamente corretos, mas não expõe em seus rótulos nenhum tipo de Certificação.

 

  • Fique atento com empresas que declaram ser comprometidas com ações sociais, parceiras de instituições filantrópicas, mas que na realidade é ativa apenas com doações eventuais.

 

  • Atenção com o modo de fabricação do produto, muitos produtos são ditos ecológicos, mas foram produzidos de forma impropria, empresas que falam que o carro é eficiente em gastos energéticos, mas para ser fabricado desperdiçaram muitos materiais no processo, altos gastos com energia e emissões de CO2.

 

E na área da construção civil e arquitetura esse tipo de desserviço (Greenwashing) é prestado aos consumidores?

 

Sim, infelizmente o truque do falso marketing ecológico não se aplica apenas a grandes empresas, às vezes um profissional não qualificado pode se passar por consultor, ou até mesmo vender projetos dizendo serem sustentáveis, e acaba lesando os clientes, mas fique tranquilo, se você quer construir uma casa ou fazer uma reforma sustentável e com eficiência energética, siga essas 5 dicas que o nosso escritório vai passar pra você:

 

Dica Om:

As 5 Dimensões das edificações SUSTENTÁVEIS:

Térmico:

Deve ser analisado o desempenho térmico do ambiente para construir espaços confortáveis e energeticamente eficientes. Prestar atenção no norte antes de iniciar uma construção faz toda a diferença, usar materiais como isolantes ou até mesmo elementos arquitetônicos como brises para minimizar o impacto da insolação é o básico para iniciar um bom projeto arquitetônico.

 

Acústico:

Isolação de ruídos e/ou absorção da reverberação (ecos no ambiente).

 

Iluminação:

Equilíbrio entre luz artificial e luz natural, em favor do conforto visual e otimização de energia fazendo com que o consumidor final economize.

Saúde:

Qualidade do ar interno e outras condições para melhor conforto e bem estar dos ocupantes.

 

Modulação:

Possibilidade de adaptação da edificação ao longo de sua vida útil para atender as necessidades dos ocupantes.

Resumindo, sustentabilidade precisa necessariamente causar o mínimo de impacto ao meio ambiente e no bolso do cliente.

Só lembrando são itens MÍNIMOS que o profissional qualificado deve oferecer em seu projeto!

Om Shanti!
Até breve

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