Importância do Conforto Acústico


Olá pessoal,
Quando ouvimos falar de conforto dos ambientes, logo imaginamos questões térmicas e várias outras coisas, mas em muitos casos deixamos de lado a Acústica! Provavelmente só pensamos quando o “barulho” começa a nos incomodar, buscamos soluções pós-obra, o que é um erro terrível além de ser mais caro e menos eficiente quando pensado fora do projeto.
A acústica é o aspecto do conforto ambiental que é mais ignorado na hora de projetar, e isso não é culpa apenas dos clientes e profissionais, na verdade as regras e diretrizes de conforto acústico são recentes nas normas brasileiras para edificações habitacionais.


A NBR 15.575: 2013, entrou em vigor em julho de 2013 após anos de revisões e debates técnicos para chegar as regras definitivas e apropriadas para o país.

A Norma contém seis partes:
-Requisitos Gerais (NBR 15.575-1);
-Sistemas estruturais (NBR 15.575-2);
-Sistemas de pisos (NBR 15.575-3);
-Sistemas de vedações verticais internas e externas (NBR 15.575-4);
-Sistemas de coberturas (NBR 15.575-5);
-Sistemas hidrossanitários (NBR 15.575-6). Para mais informações clique aqui: http://www.caubr.gov.br/wp-content/uploads/2015/09/2_guia_normas_final.pdf

Você deve estar se perguntando, por que o Om esta abordando esse tema, a resposta é muito simples, conforto ambiental sem boa acústica não é conforto! E sendo assim deixa de ser uma edificação EFICIENTE! E ai que esta o X da questão!
Eficiência é a chave para se alcançar uma boa arquitetura e por ventura a sustentabilidade. Um dos critérios para todas as certificações verdes é justamente o Conforto acústico.
É através dos ouvidos que sentimos os espaços e nos orientarmos para se mover e até mesmo para dormir ou meditar. Os ambientes ao ser projetados devem receber materiais adequados, para que traga uma melhora do desempenho sonoro de acordo com a função de cada cômodo.


O som é uma energia mecânica que depende de meio físico para se propagar.
Formas de propagação do Som:
– Propagação sonora através do ar
– Propagação da vibração em meios sólidos ou líquidos.
– no vácuo não há som.
O efeito da ação de sons indesejáveis pode se manifestar nas seguintes áreas:
– Ações diretas sobre o aparelho auditivo
– Ações nas atividades cerebrais e psíquicas
– Ações metabólicas e orgânicas
– Ações nas atividades físicas e intelectuais
Os prejuízos mais comuns são desde irritabilidade, dor de cabeça, mudança na pressão arterial e até surdez parcial ou total. Já foi comprovado por diversos estudos que um local de trabalho ou residencial que sofre com excesso de ruídos, pode afetar o humor das pessoas e até causar brigas frequentes entre elas.


Mas calma que existe tratamento para cada problema acústico, e os materiais mais usados se classificam de acordo com cada ação desejada nos ambientes.
Refletores – Com ação de refletir o som, ou seja, propagar sua extensão pelo ambiente. Geralmente são materiais mais lisos, como revestimentos cerâmicos ou porcelanatos, massa corrida, lâmina de madeira, formicas e lacas.
Absorventes – Não deixam o som passar de um ambiente para o outro, absorvem a reverberação e o efeito eco. São materiais leves, de baixa densidade. Os materiais são: a manta de poliuretano, lã de Pet e Vidro, EPS (isopor), forrações com cortiça, carpetes e cortinas grossas.
Isolantes – São materiais sólidos e geralmente densos, com ação de bloqueio na transferência de ruído de uma ambiente para o outro, como tijolos, pedras, gesso, madeira e vidros com espessura de no mínimo 6 mm, desde que seja feita a total vedação nas esquadrias. Lembre que onde passa ar, passa som!
Difusores – Refletem o som de forma difusa, sem ressonâncias. São compostos de materiais refletores colocados em superfícies irregulares como pedras ou lambris de madeira.


Ao escolher um material acústico, devemos avaliar sua eficiência em relação à sustentabilidade que hoje é uma diretriz imutável para todos os seguimentos do mercado, inclusive a construção civil. Esses materiais devem ser extremante funcional, ter relação equilibrada entre seu custo e benefício, uma longa durabilidade sem precisar de substituição ou até mesmo manutenção. A tecnologia nos oferece materiais novos como as mantas e lãs de garrafas PET, placas e pisos de pneus e até fibras de coco ou papel. E até materiais tradicionais como na Europa, onde se usa a cortiça expandida em paredes como acabamentos e absorvente acústico em salas de reuniões, teatros, casas de shows e restaurantes.
Ter uma casa com conforto acústico é essencial para termos uma qualidade de vida melhor. Ao contrario do que se pensa, não é um investimento caro, projetar a casa com acústica adequada é parte do projeto arquitetônico e todo bom profissional deve propor essas e outras soluções relacionadas ao bem estar de todos.
Nossos ouvidos agradecem!

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