Wabi Sabi: A arte da imperfeição

Wabi sabi, na estética tradicional japonesa, é a ideia de mundo centrada no passageiro e no que é imperfeito.

Essa estética é descrita, as vezes, como a beleza no que é imperfeito, incompleto e passageiro. É um conceito derivado de um ensinamento budista.

 

Entre as características do Wabi Sabi estão incluídas a assimetria, aspereza, simplicidade, economia, austeridade, modéstia e intimidade, além da apreciação da integridade ingênua de objetos e processos naturais.

Wabi Sabi também é uma visão de mundo, uma filosofia que é, basicamente, se concentrar nas coisas que realmente devem ser importantes, o que é real e significativo. É um desapego às coisas passageiras, incompletas e imperfeitas.

Em contra partida, o Wabi Sabi, sabe enaltecer a beleza daquilo que é imperfeito, focando no processo e não no produto final.

 

"O conceito segue uma estética de simplicidade e valores conectados à natureza que se 
revelam somente quando conseguimos desapegar, mesmo que aos poucos, dos valores 
distorcidos que o mundo acelerado, consumista e competitivo nos impôs." (Low Living Review)

O Wabi Sabi não é produzido em massa nem cheio de tecnologia. É aquilo que é vendido em feiras artesanais, é único, singular.

Essa apreciação do despojamento é representada nos dias de hoje por meio de uma estética que valoriza o rústico, o imperfeito, o monocromático e o aspecto natural. O que está em questão é o processo, não o produto final. Esse conceito está intimamente ligado ao slow living, que busca desacelerar e se concentrar no que geralmente é deixado de lado.

O Wabi Sabi está naquele pedaço de madeira que virou uma tábua de carne, naquele item que você produziu na sua aula de cerâmica ou naquele vaso que trincou e você fez um remendo.

Um grande exemplo da filosofia do Wabi Sabi é o Kintsugi que a arte de recuperar objetos de cerâmicas e utilizar pó de ouro para enaltecer o reparo e as fissuras.

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