Série grandes arquitetos: João Filgueiras Lima, o Lelé

João Filgueiras Lima, mais conhecido como Lelé, foi um dos grandes arquitetos brasileiros. Nascido no ano de 1932 no Rio de Janeiro, Lelé foi aluno da Escola Militar, músico boêmio e, por fim, arquiteto e urbanista, formado pela Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro no ano de 1955.

Se você ainda não conhece a história e a trajetória do Lelé, fique conosco pois, no post de hoje, preparamos um artigo especial para falar sobre um dos maiores nomes da arquitetura do Brasil.

A trajetória de João Filgueiras Lima

No início da sua carreira como arquiteto, Lelé começou trabalhando no Instituto dos Aposentados e Pensionistas (IAP), onde só permaneceu por dois anos. Influenciado por Oscar Niemeyer e Nauro Esteves, se mudou para Brasília no ano de 1957 — período que começou o desenvolvimento do plano piloto.

Na capital, passou a envolver-se em pesquisas com componentes industriais voltados para obras de grande escala. Nesse campo, Lelé rapidamente se destacou. Uma das suas características mais memoráveis foi o uso criativo de soluções para construções pré-fabricadas e em série. Isso o levou a criar indústrias de pré-moldados em Salvador no ano de 1979.

Tempos depois, ele também desenvolveu as chamadas “fábricas de hospitais”, as quais possibilitaram a construção da rede Sarah Kubitschek. Lá, foram produzidos não só os componentes construtivos, mas também os utensílios hospitalares.

Lelé, que sempre foi bastante ousado nas suas obras, passou a utilizar a argamassa armada — substituindo o concreto armado — em várias das suas obras, tais como nas escolas que construiu em Abadiânia (Goiás) e na “fábrica de escolas” presente no Rio de Janeiro.

As principais obras de Lelé

Lelé tem uma grande quantidade de projetos, os quais estendem-se por todo o Brasil — desde Rio de Janeiro até Rio Grande do Norte. Dentre eles, podemos citar: a agência de automóveis Disbrave, em Brasília (1965), o Hospital Regional de Taguatinga, no Distrito Federal (1968), as Secretarias do Centro Administrativo da Bahia, em Salvador (1973), o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, em Salvador (1997) e o Memorial Darcy Ribeiro, em Brasília (2009).

Uma dos grandes destaques de Lelé foi a área hospitalar, campo em que desenvolveu a maioria dos seus projetos. E foi nessa área que ele projetou suas maiores obras: a Rede Sarah Kubitschek, a qual possui sedes em Salvador, Brasília, São Luís, Belém, Macapá, Fortaleza, Belo Horizonte e Curitiba.

Nesses hospitais, os quais são voltados principalmente para a reabilitação, os projetos aproveitam a luz e a ventilação naturais, o que faz com que dispensem o uso de ar condicionado e, ainda por cima, diminuam o risco de contração de infecções hospitalares.

Lelé entre os grandes arquitetos do mundo

O trabalho de João Filgueiras Lima foi de grande peso e reconhecimento não só no Brasil, mas também em todo o mundo.

Isso lhe rendeu diversos prêmios, dentre os quais podemos citar: o prêmio da Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo, na cidade de Madri, em 1998; a Sala Especial na Bienal de Veneza de 2000; o Grande Prêmio Latino-Americano de Arquitetura da 9ª Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires, no ano de 2001; bem como o prêmio Transformadores, distribuído anualmente pela revista Trip, em 2009.

Este texto foi só um pequeno apanhado da trajetória e das obras do Lelé. É claro que seus projetos e suas inovações tiveram e ainda têm repercussões até hoje, inspirando a nova geração de arquitetos e espelhando uma genuína carreira de sucesso.

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